No fechamento do mercado financeiro brasileiro em 29 de agosto de 2025, a taxa de compra do Dólar Comercial baseada na taxa PTAX do Banco Central fechou em R$ 5,4258, apresentando uma leve alta de 0,27% em relação ao dia anterior. O Ibovespa terminou o dia praticamente estável, com queda suave de 0,02%, fechando aos 141.568,51 pontos. Destaque para ações de varejo e energia, como Magazine Luiza (MGLU3D), que avançou 5,36%, Raízen (RAIZ4D) com alta de 4,59%, e Companhia Brasileira de Distribuição (PCAR3D) com valorização de 0,85%. O volume financeiro negociado no dia atingiu R$ 17,2 bilhões, demonstrando ritmo moderado em um cenário de atenção a cenários externos.
A leve valorização do dólar reflete o nervosismo dos investidores diante das incertezas sobre o rumo da política monetária global, principalmente nos Estados Unidos, que afetaram o apetite por risco e provocaram um movimento de busca por ativos considerados mais seguros. Internamente, indicadores recentes de inflação e produção industrial mostraram sinais de estabilidade, contemplando um real que, apesar da alta do dólar, mantém-se relativamente controlado perante as pressões externas. Já o Ibovespa, atmosférico com a conjuntura global, sentiu a pressão negativa de setores tradicionais como o financeiro e commodities, mas compensou com ganhos pontuais em setores que se beneficiam do consumo e da transição energética.
Na semana compreendida entre 20 e 29 de agosto, o dólar mostrou oscilações típicas de um mercado ressignificando riscos globais e ajustes de expectativas, com dias de desvalorização seguidos por recuperações. Enquanto isso, o Ibovespa enfrentou uma sequência de quedas menores, refletindo tanto as variações do ambiente externo como fatores domésticos, incluindo tensões políticas e volatilidade nos preços de commodities cruciais para a economia brasileira, como minério e petróleo. Esse contexto trouxe um ambiente mais cauteloso para investidores, que passaram a exigir fundamentos econômicos mais sólidos para sustentar avanços mais robustos.
No cenário macroeconômico, o Banco Central segue vigilante para garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, o que tem sido crucial para mitigar choques externos e manter a confiança no sistema financeiro nacional. A ausência de grandes surpresas nas decisões recentes do Copom contribuiu para um ambiente de menor volatilidade, apesar das oscilações pontuais.
Resumo Diário do Fechamento em 29/08/2025
Indicador |
Valor |
Variação (%) |
Dólar Comercial (Compra) |
R$ 5,4258 |
+0,27 |
Ibovespa |
141.568,51 |
-0,02 |
Maior alta ação 1 (RAIZ4D) |
+4,59% |
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Maior alta ação 2 (MGLU3D) |
+5,36% |
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Maior alta ação 3 (PCAR3D) |
+0,85% |
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Quadro Semanal das Variações do Dólar e Ibovespa (20 a 29/08/2025)
Data |
Dólar (R$) |
Variação Dólar (%) |
Ibovespa |
Variação Ibovespa (%) |
20/08/2025 |
5,4720 |
+0,18 |
145.234 |
-0,25 |
21/08/2025 |
5,4822 |
+0,19 |
144.789 |
-0,31 |
22/08/2025 |
5,4386 |
-0,81 |
143.658 |
-0,76 |
25/08/2025 |
5,4168 |
-0,40 |
142.900 |
-0,52 |
26/08/2025 |
5,4212 |
+0,08 |
142.349 |
-0,39 |
27/08/2025 |
5,4422 |
+0,39 |
142.180 |
-0,12 |
28/08/2025 |
5,4109 |
-0,57 |
141.890 |
-0,20 |
29/08/2025 |
5,4258 |
+0,27 |
141.568,51 |
-0,02 |
* Com informações das fontes: Banco Central do Brasil, B3 (Bolsa de Valores) e dados de mercado compilados.
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