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Medida Tarifária Anunciada pelos Estados Unidos
O governo dos Estados Unidos determinou a aplicação de uma tarifa de 25% sobre as importações de produtos originários do Brasil. O secretário de Estado do país, Marco Rubio, declarou em canal de comunicação oficial que a decisão decorre da ausência de acordos bilaterais em negociações comerciais anteriores. Segundo o comunicado, a medida reflete o posicionamento da administração de Washington em relação à política econômica brasileira conduzida no período recente.
A tarifa de 25% incide sobre a maioria dos itens exportados pelo Brasil para o mercado norte-americano.
Posicionamento da Fiesp
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou nota de posicionamento sobre a taxação. A entidade aponta que a medida reduz a competitividade do produto do Brasil em comparação com concorrentes de outros países, por se limitar ao território nacional de forma exclusiva.
A Fiesp indicou que o mercado dos Estados Unidos constitui o destino principal para as exportações de valor agregado do Brasil. O presidente da entidade, Paulo Skaf, declarou que o encargo tarifário soma-se a fatores internos do ambiente de negócios brasileiro, como a carga tributária e as taxas de juros praticadas no mercado doméstico. A federação informou que manterá diálogo com representações parceiras nos Estados Unidos com o objetivo de obter isenções adicionais para linhas de produtos.
Posicionamento da CNI e Impactos nos Estados
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou dados que demonstram os efeitos de tarifas aplicadas desde o ano de 2025. De acordo com a CNI, as exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram redução de 13%, montante correspondente a US$ 2,6 bilhões. A retração ocorreu principalmente no segmento de bens industriais, com queda de 8,7% no comércio de itens como semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira e óleos de petróleo.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, apontou que 20 das 27 unidades da federação registraram queda nas exportações para o mercado norte-americano no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025.
Abaixo constam os dados de exportação dos estados brasileiros mais afetados, relativos ao período de janeiro a junho de 2026:
| Estado |
Valor Exportado para os EUA (Jan-Jun 2026) |
Participação do Destino nas Exportações (%) |
Variação Anual (2026-2025) (%) |
| São Paulo |
US$ 6,0 bilhões |
17,1% |
Sem dados |
| Rio de Janeiro |
US$ 2,9 bilhões |
10,3% |
-15,4% |
| Minas Gerais |
US$ 1,9 bilhão |
8,6% |
-18,9% |
| Espírito Santo |
US$ 1,4 bilhão |
27,5% |
-19,2% |
| Rio Grande do Sul |
US$ 744,3 milhões |
7,6% |
-22,6% |
| Santa Catarina |
US$ 582,9 milhões |
9,5% |
-32,9% |
| Paraná |
US$ 499,6 milhões |
4,2% |
-32,9% |
| Goiás |
US$ 462,5 milhões |
6,6% |
-42,1% |
| Pará |
US$ 416,7 milhões |
3,2% |
-31,4% |
| Bahia |
US$ 373,2 milhões |
6,3% |
-14,0% |
| Mato Grosso do Sul |
US$ 371,0 milhões |
6,3% |
-13,7% |
| Ceará |
US$ 349,8 milhões |
33,4% |
-36,9% |
Produtos Isentos de Tarifação
A lista de produtos que permanecem fora da incidência da tarifa de 25% inclui insumos e matérias-primas que não possuem substitutos equivalentes na produção do país importador. Os itens não tarifados constam a seguir:
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Café em grão não torrado;
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Minério de ferro e concentrados;
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Soja em grãos e farelo de soja;
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Celulose de madeira;
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Frutas sem processamento industrial.
Reação do Congresso Nacional e Reciprocidade
No âmbito político, o Congresso Nacional do Brasil analisa medidas legislativas para autorizar a aplicação do princípio de reciprocidade aduaneira. Parlamentares articulam a imposição de tarifas equivalentes de 25% sobre produtos importados dos Estados Unidos como forma de compensação econômica. A legislação brasileira prevê mecanismos de retaliação comercial em conformidade com as regras de comércio internacional, condicionados à aprovação do Poder Legislativo e do Executivo Federal.
As influências da medida nos Estados Unidos envolvem o aumento de custos de produção para indústrias que dependem de insumos de origem brasileira, além de pressões sobre os índices de preços ao consumidor. No Brasil, o impacto se concentra na diminuição das receitas de exportação de empresas industriais e na necessidade de redirecionamento de fluxos de comércio para outros mercados parceiros.
(*) Com informações das fontes: Secretaria de Estado dos Estados Unidos, Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
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